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O perdão que liberta

há 11 horas
1 min de leitura

O rancor prende quem o guarda. Perdoar é abrir a porta da prisão — e descobrir que o preso era você.


Pedro perguntou a Jesus quantas vezes devia perdoar o irmão, talvez até sete. Jesus respondeu: setenta vezes sete (Mt 18,21-22), ou seja, sempre. E no Pai-Nosso pedimos ser perdoados na mesma medida em que perdoamos (Mt 6,12).


Muitas pessoas que buscam cura carregam mágoas antigas: de pais, de cônjuges, de quem as feriu na infância. Essas feridas pesam no corpo, no sono, nos relacionamentos.


Perdoar não é esquecer, não é dizer que o mal não foi mal, e não obriga a conviver com quem continua ferindo. Em casos de violência, buscar proteção é um direito e um dever. Perdoar é entregar a Deus o direito de cobrar a dívida, e deixar que Ele cuide da justiça.


Um passo concreto: escreva o nome de quem você precisa perdoar, leve diante do Santíssimo ou da Sagrada Face e diga a Jesus: “eu ainda não consigo, mas quero querer”. Ele começa a obra a partir desse pequeno sim.


Para rezar


Senhor, eu decido perdoar quem me feriu. Tu sabes o quanto dói. Tira de mim o rancor, cura a minha memória e abençoa também essa pessoa. Liberta-me para amar de novo. Amém.


Importante: tudo neste ministério acontece em comunhão com o bispo diocesano e com o pároco de cada comunidade. A oração não substitui o tratamento médico ou psicológico, e o exorcismo propriamente dito é reservado ao sacerdote autorizado pelo bispo (Catecismo, n. 1673).

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